sábado, 12 de março de 2011

EROS E O ALIMENTO

Minha mão erra  ,
por cada centímetro de tua pele  ¾
monótono , no que é visível ,
o jantar prossegue .

Conversamos amenidades
falamos da música , da idade .
Só ênfases descabidas
denunciam excitação .
Mais sábia ,
avança minha mão ,
e tolices ganham indevida intonação .


Sua boca balbucia as palavras ,
num discurso anormalmente plácido ,
a comida no ar , parada ,
à espera não dos dentes  , mas do orgasmo .

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